Brasil

É #FAKE que Luciano Hang tenha dado descontos na Havan para ajudar vítimas das chuvas no RS

Vídeos editados levam quem assiste a sites falsos, onde ocorrem golpes que tomam dinheiro de doações

Circulam nas redes sociais vídeos que mostram o empresário Luciano Hang anunciando descontos em suas lojas, a rede Havan, cujas vendas resultariam em doações para as vítimas das chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul ao longo das últimas semanas.

Ao Fantástico, da TV Globo, Hang explicou que a empresa tem ciência dos golpes e já recebeu mais de 5 mil queixas de consumidores que teriam sido vítimas.

A Havan afirmou que já conseguiu identificar ao menos 600 sites falsos usados nestes golpes.

“Utilizam a minha imagem, a imagem da nossa empresa com Inteligência Artificial. A voz é minha, mas é tudo falso.

Ou seja, as pessoas precisam, quando veem uma oferta muito boa, no caso, 10% do que o produto vale, eles precisam checar do site oficial da empresa ou da pessoa, e ir lá bater se aquela informação realmente é válida”, disse Hang ao Fantástico.

O empresário se refere a um vídeo editado em que a imagem dele é usada, além de mostrar diversos aparelhos de ar-condicionado, que teriam um grande desconto e cujo valor de venda seria revertido em doações ao Rio Grande do Sul.

“Eu e alguns fornecedores resolvemos vender todo o estoque de ar-condicionado por apenas R$ 149,90 e vamos doar todo o valor arrecadado com as vendas para ajudar as vítimas das enchentes do Rio Grande do Sul”, diz o vídeo editado.

Em outros vídeos manipulados, Hang aparece prometendo doações às vítimas das chuvas no estado. O registro, no entanto, foi editado usando Inteligência Artificial para simular a voz do empresário em um falso anúncio.

“Nós vamos doar produtos de nossa loja que sofreram alguma avaria e não podem mais ser vendidos”, diz Hang, no vídeo manipulado.

Uma ação da Polícia Civil do Rio Grande do Sul apreendeu um adolescente em uma cobertura de luxo em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina.

Ele é suspeito de criar as “vaquinhas” virtuais que recebiam os valores doados pelas vítimas.

Ao Fantástico, o agente da Eibert Moreira, da Divisão de Investigação Criminal do DEIC, afirmou que o jovem chega a movimentar cerca de R$ 2 milhões por dia.

O adolescente e outras duas pessoas vão ser investigados por estelionato e lavagem de dinheiro.

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