Conforme destaca o Sindnapi – Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos, maior rede de proteção social ao aposentado do Brasil, os golpes contra pessoas idosas se tornaram um problema crescente, acompanhando o avanço da tecnologia e o acesso cada vez maior a serviços digitais. Criminosos exploram a boa-fé, a confiança e, muitas vezes, a falta de familiaridade com ferramentas online para aplicar fraudes que causam prejuízos financeiros e abalos emocionais profundos. O impacto vai além do dinheiro perdido, atingindo a sensação de segurança e autonomia.
Informação é sua melhor defesa contra fraudes e armadilhas financeiras. Conte com o Sindnapi – Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos para se orientar, se proteger e agir com mais segurança.
Quais são os golpes mais comuns contra idosos atualmente?
Segundo o Sindnapi – Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos, um dos mais frequentes é o golpe do falso empréstimo ou da falsa instituição financeira. A vítima recebe uma ligação ou mensagem informando que tem direito a um valor, revisão de benefício ou crédito facilitado. Para liberar o suposto dinheiro, pedem dados pessoais, senhas ou pagamento de taxas antecipadas. Depois do envio das informações, o contato desaparece e o prejuízo fica.

Outro tipo recorrente é o golpe do falso familiar. O criminoso envia mensagem se passando por filho, neto ou parente, dizendo que trocou de número e precisa de ajuda urgente para pagar uma conta ou resolver um problema. A urgência e o apelo emocional dificultam a desconfiança, e a vítima transfere o dinheiro acreditando estar ajudando alguém próximo.
Por que os idosos se tornam alvos com mais frequência?
Os idosos costumam ser vistos como pessoas mais confiantes e educadas, o que os golpistas exploram para manter a conversa e criar vínculo. Além disso, muitos não cresceram em um ambiente digital, o que pode dificultar a identificação de sinais de fraude em aplicativos, mensagens e ligações.
Outro fator é a rotina. Pessoas aposentadas passam mais tempo em casa e atendem ligações com maior frequência, o que aumenta a exposição a tentativas de golpe. Criminosos usam discadores automáticos e entram em contato com milhares de números, apostando que parte dessas ligações será atendida por idosos.
Há ainda o aspecto emocional. Medo de perder dinheiro, preocupação com familiares e receio de problemas legais fazem com que a vítima aja rapidamente. Como expõe o Sindnapi – Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos, o golpista cria um cenário de urgência para impedir que a pessoa procure orientação ou confirme a informação com alguém de confiança.
Como se proteger na prática contra essas fraudes?
O primeiro passo é desconfiar de qualquer contato que envolva dinheiro, senhas ou dados pessoais. Bancos e instituições sérias não pedem senhas por telefone nem solicitam transferências para “regularizar” situações. Diante de uma ligação suspeita, o ideal é desligar e procurar o canal oficial da instituição.
Também é importante evitar compartilhar informações pessoais em redes sociais, como documentos, endereço ou rotina detalhada. Esses dados podem ser usados por golpistas para tornar a abordagem mais convincente. Quanto menos informações públicas, menor o risco de ser alvo de fraude direcionada.
Por fim, outra medida essencial frisada pelo Sindnapi – Sindicato Nacional dos Aposentados, Pensionistas e Idosos é conversar com familiares e pessoas de confiança sobre o tema. Ter alguém para confirmar informações antes de fazer qualquer pagamento ajuda a evitar decisões precipitadas. Em caso de dúvida, é melhor esperar e verificar do que agir sob pressão.
Autor: Monny Pettit
