Consórcio de eletrodomésticos e informática: Tiago Oliva Schietti fala sobre o segmento mais popular e menos comentado

Roberto Valtieri
Por Roberto Valtieri 5 Min de leitura

Quando o assunto é consórcio, imóveis e veículos costumam roubar toda a atenção, no entanto, o empresário Tiago Oliva Schietti lembra que o segmento de eletrodomésticos e informática foi, historicamente, um dos pilares que sustentou o crescimento do sistema no Brasil, e continua relevante mesmo sem receber o mesmo destaque nas conversas sobre o tema.

Esse tipo de consórcio permite adquirir desde geladeiras, fogões e máquinas de lavar até computadores, notebooks e outros equipamentos eletrônicos, seguindo a mesma lógica de fundo comum e contemplação por sorteio ou lance presente em qualquer outra modalidade do sistema. O valor das cotas costuma ser significativamente menor do que em segmentos como imóveis ou veículos, o que torna essa modalidade acessível a um público mais amplo.

Por que esse segmento perdeu espaço no discurso, mas não na prática?

A queda de destaque desse segmento na comunicação do setor não significa necessariamente queda de relevância, apenas uma mudança de prioridade nas estratégias de marketing das administradoras, que passaram a concentrar esforços em produtos de maior valor, como imóveis e veículos, justamente por gerarem tickets médios mais altos. Ainda assim, Tiago Oliva Schietti explica que consórcios de eletrodomésticos continuam sendo uma porta de entrada acessível para quem quer conhecer o funcionamento do sistema sem comprometer um valor elevado de parcela.

Um bom ponto de partida para quem nunca participou de um consórcio

Para consumidores que nunca aderiram a essa modalidade de crédito, o consórcio de eletrodomésticos costuma funcionar como uma introdução prática ao funcionamento do sistema: prazos mais curtos, parcelas menores e um bem de uso cotidiano permitem entender na prática como funciona a contemplação, a taxa de administração e as regras de lance, antes de eventualmente considerar um consórcio de maior valor, como imóvel ou veículo.

O empresário Tiago Oliva Schietti pondera que essa experiência inicial, ainda que modesta em valor, ajuda o consumidor a construir confiança no sistema, além de servir como referência prática para comparar a idoneidade de diferentes administradoras antes de assumir compromissos maiores no futuro.

Tiago Oliva Schietti
Tiago Oliva Schietti

Informática: um recorte que ganhou força com o home office

Dentro desse segmento, os consórcios voltados especificamente a equipamentos de informática ganharam relevância nos últimos anos, impulsionados pela expansão do trabalho remoto e pela necessidade de muitos profissionais montarem ou atualizarem sua estrutura de home office. Notebooks, monitores e equipamentos de escritório passaram a fazer parte das cartas de crédito oferecidas por administradoras que atuam nesse nicho, atendendo tanto pessoas físicas quanto pequenas empresas.

O que avaliar antes de aderir a esse tipo de consórcio?

Antes de optar por um consórcio de eletrodomésticos ou informática, Tiago Oliva Schietti comenta que vale considerar que produtos de tecnologia costumam se desatualizar rapidamente, o que exige atenção ao prazo do grupo escolhido, já que um equipamento planejado hoje pode estar tecnologicamente defasado até o momento da contemplação. Também é importante comparar a taxa de administração desse segmento com o custo de parcelamentos oferecidos diretamente pelo varejo, já que, em compras de menor valor, a diferença entre as duas opções pode ser menos expressiva do que em segmentos de maior porte.

Vale a pena para quem já tem o dinheiro guardado?

Assim como em outros segmentos do consórcio, essa modalidade tende a fazer mais sentido para quem não tem urgência em adquirir o bem e está disposto a aguardar a contemplação em troca da ausência de juros. Para quem precisa do equipamento imediatamente, alternativas como parcelamento direto ou crédito pessoal continuam sendo mais adequadas, apesar do custo financeiro mais alto envolvido.

Tiago Oliva Schietti conclui que, embora discreto em relação a segmentos mais badalados, o consórcio de eletrodomésticos e informática mantém sua relevância como porta de entrada acessível ao sistema, servindo tanto para quem busca economizar em um bem específico quanto para quem quer, primeiro, entender na prática como funciona um consórcio antes de assumir compromissos financeiros mais robustos.

 

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